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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

CAPITULO V >> Expansão Marítima de Portugal - Ascensão do Império

          

D.Manuel I - reina  de 1495 -1521

Apelidado de "o Afortunado" e "o Bem-Aventurado". Ascendeu ao trono após a morte de seu primo o rei D. João II, que não tinha herdeiros legítimos e o nomeou como seu sucessor. Na realidade este monarca, foi o único a subir ao trono sem ser parente em primeiro grau ou descendente do antecessor. Para a sua coroação beneficiou da morte de todos os seis pretendentes que sobre ele teriam prioridade, inclusive do filho do Rei. D Manuel I, provou ser um sucessor à altura, apoiando os descobrimentos portugueses e o desenvolvimento dos monopólios comerciais. Durante seu reinado, Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para Índia (1498), Pedro Álvares Cabral "descobriu" o Brasil (1500), Francisco de Almeida, tornou-se no primeiro vice-rei da Índia (1505) e o almirante Afonso de Albuquerque, assegurou o controlo das rotas comerciais do oceano Índico e golfo Pérsico e conquistou para Portugal lugares importantes como Malaca , Goa e Ormuz. 
Chegada de Vasco da Gama à Índia

   Também no seu reinado se organizaram viagens para o ocidente, tendo-se chegado à Gronelândia e Terra Nova, extremo leste do Canadá. O seu reinado decorreu num contexto expansionista, já preparado por seu antecessor. Marcado pelas consequências políticas e econômicas que provieram do fato, das descobertas do caminho marítimo para a Índia e da descoberta do Brasil.
A extensão de seu reinado, se deve à personagem determinada, voluntariosa, autocrata, detentor de um programa político potencializado pelo seu poder, dotado de uma assombrosa coerência, posto em prática até ao seu mais ínfimo detalhe. Priorizando a descoberta do caminho marítimo para a Índia, e as tão ambicionadas ilhas das especiarias, "as Molucas", determinantes para a expansão do império português, tendo ficado o Brasil em segundo plano. 
Primeira Viagem de Pedro Álvares Cabral.

Foi o primeiro rei a assumir o título de Senhor do Comércio, da Conquista e da Navegação da Arábia, Pérsia e Índia. Em 1521, promulgou uma revisão da legislação conhecida como Ordenações Manuelinas, que foram divulgadas com ajuda da nova imprensa. No seu reinado, apesar da sua resistência inicial, cumprindo as cláusulas do seu casamento com Maria de Aragão, viria a solicitar ao papa em 1515 a instauração da inquisição em Portugal, o que só viria a ser concedido no reinado seguinte, perante novo pedido de D.João III. 
   Com a prosperidade resultante do comércio, em particular o das especiarias, realizou numerosas obras cujo estilo arquitetônico ficou conhecido como “Estilo Manuelino”. Foi no reinado de D.Manuel I, que cerca de 93 mil judeus refugiaram-se em Portugal nos anos que se seguiram à sua expulsão de Espanha em 1492 pelos reis católicos, D. Manuel I mostrou-se mais tolerante com a comunidade judaica, mas, sob a pressão de Espanha, também em Portugal, a partir de 1497, os judeus foram forçados a converterem-se ao cristianismo para não serem mais humilhados e mortos em praças públicas. Em 1506 acontece o massacre de Lisboa, uma multidão perseguiu, torturou e matou centenas de judeus, acusados de serem a causa de uma seca, fome e peste que assolavam o país. 
   No dia 4 de dezembro de 1521, altura em que Lisboa era assolada por um surto de peste, D.Manuel I, que se encontrava com a sua corte no Paço da Ribeira, adoeceu gravemente, três dias mais tarde já se mostrava incapaz de assinar documentos e, no dia 11, ordenava alteração do seu testamento. Acabou por falecer no cair da noite do dia 13 deste mesmo mês.

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