D. Duarte I - reina de 1433-1438
Apelidado do eloquente, ao contrário de seu pai D. João I, D. Duarte casado com D. Leonor de Aragão foi um monarca preocupado em gerar consenso e ao longo do curto reinado de cinco anos convocou as Cortes por cinco vezes, para discutir assuntos de estado.
Apelidado do eloquente, ao contrário de seu pai D. João I, D. Duarte casado com D. Leonor de Aragão foi um monarca preocupado em gerar consenso e ao longo do curto reinado de cinco anos convocou as Cortes por cinco vezes, para discutir assuntos de estado.
Ordenou a organização de uma antologia
em que se coordenasse e atualizasse o direito (lei) vigente, para a boa fé
e fácil administração da justiça, obra essa que delegou a um especialista
na área, Dr. Rui Fernandes, que a concluiu em 1446. D. Duarte deu continuidade
à política de incentivo à exploração marítima e de conquistas em África. Durante o
seu reinado, o seu irmão Henrique (Infante D. Henrique 1394-1460),
visionário, aventureiro e empreendedor é ele que dá início à grandiosa era dos
descobrimentos. Foi uma das figuras mais ilustres da História da Humanidade,
responsável pela expansão ultramarina que mais tarde, desencadeou a descoberta
do mundo novo.
Estabeleceu-se
em Lagos, Algarve, devido à sua posição geográfica em relação a Marrocos
(Ceuta) e pelos seus Portos naturais, propícios para a construção de navios.
Ali constrói a sua Base Naval, e cria a Escola Náutica, de onde dirigia as suas
navegações,(ao contrário
do que se dizia não foi em Sagres, Cabo de S. Vicente, pois este, não passava
de um lugar inóspito de falésias escarpadas viradas para o mar, localizado no
extremo sudoeste da Europa). Com o recrutamento de cartógrafos, astrônomos e
navegadores, era na Escola Náutica que desenvolviam novas técnicas de
navegabilidade, desenhavam cartas náuticas e projetavam navios mais velozes. Em 25 de
Maio de 1420, Infante D. Henrique foi nomeado Grão-Mestre da Ordem de Cristo,
cargo que deteve até ao final da sua vida, (a CRUZ era a simbologia de
destaque nas velas dos navios). O cargo e os recursos da ordem foram decisivos
ao longo deste período, levou o Infante a organizar uma armada invencível, que mais tarde abriu caminho, à exploração do Atlântico: de facto, navios ao
seu serviço, chegaram ao arquipélago da Madeira em (1419), ao comando dos seus
escudeiros João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira,
arquipélago que já era conhecido por navegadores portugueses desde o século
anterior.
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| Escola Náutica |
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| Mapa de Conquistas |
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| Derrota em Tânger |
O próprio D. Duarte, morreu pouco tempo depois vítima da peste. Fora da esfera política, D. Duarte, foi um homem interessado em cultura e conhecimento. Escreveu vários livros de poesia e prosa. Estava a preparar uma revisão do código civil português quando a doença o vitimou. Após este breve período de interregno, marcado pelo fracasso da expedição a Tânger e da morte de D. Duarte, as viagens de exploração retomaram em 1441, ao seu ritmo inicial, alcançando-se a Guiné e o arquipélago de Cabo Verde.


