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sexta-feira, 25 de maio de 2012

ANGOLA




Serra da Leba é uma formação montanhosa na província da Huíla ao sul de Angola, famosa pela sua beleza e pela estrada que a serpenteia é um dos postais mais representativos do país. Foi cartão postal por décadas, mas todas as fotos foram tiradas de dia. A uma altitude de 1.800 metros, escuro e nebuloso, o quase impossível foi conseguido ”tirar uma foto à noite”. Diafragma aberto durante 60 segundos, um carro desceu, outro subiu e se encontram no meio do percurso em menos de 60 segundos. Resultado conseguido nesta maravilhosa foto. 

Numa praia remota ao sul de Luanda, estas crianças são filhos de pescadores locais. Embora estas famílias vivam com poucos recursos, extraordinariamente seus sorrisos estão presentes, sempre que um visitante chega a praia. A inocência e a naturalidade são a semente de uma geração que passou por uma violenta guerra de três décadas...



Fenda da Tundavala é um enorme abismo com cerca de 1200 m, situado na Serra da Leba, a 18 km do Lubango, província da Huíla. É nestes penhascos da que termina o planalto central de Huambo. Aqui o planalto tem 1800 metros de altitude e cai abruptamente para uma altitude de 300 metros, provocando um desnível deslumbrante com fendas enormes. Paisagem magnífica que se estende por dezenas de quilómetros. Não existem muitos locais assim de tão rara beleza... “é simplesmente impressionante”. Conta-se que aqui muitas vidas foram ceifadas no tempo da guerra civil que assombrou o país durante 30 anos. Lá em baixo, estendendo-se até ao limite do horizonte, podemos observar terras dos Mucubais, povo nativo desta região. Uma tribo pouco conhecida fora de Angola que mede a sua riqueza pelos bois, e que de forma alguma se misturam com outras tribos...



Quedas de água de Kalandula antigamente conhecidas por (Duque de Bragança), ficam a cerca de 80 km da cidade de Malange, capital da província com o mesmo nome e a 420 km de Luanda, a capital do país. Localizadas no rio Lucala, o mais importante afluente do rio Kwanza o maior rio de Angola com mil quilómetros de extensão. As quedas de Kalandula têm 410 metros de comprimento e 105 de altura, são as segundas maiores de África. Imaginem o som da água a cair desta altura, “aqui o fumo trovoa”...


Pedras Negras de Pungo Andongo ficam localizadas a cerca de 116 km da cidade de Malanje e são mais uma atração turística de Angola. Misteriosas formações rochosas, com milhões de anos que se elevam bem acima da savana que as rodeia. Representam enorme simbolismo para a nação angolana, segundo a lenda “a célebre Rainha Ginga ali deixou a sua marca bem cravada nas pedras que pisou”... A vila de Pungo-Andongo localiza-se nas imediações, onde também se encontram as ruínas de uma antiga Fortaleza, erguida pelos portugueses em 1671, tinha como função a defesa do presídio (estabelecimento da colonização) que assegurava a presença militar Portuguesa e o seu comércio na região, desde o século XVII.









Miradouro da Lua é um conjunto de falésias a 40 km ao sul de Luanda. Ao longo do tempo, a erosão provocada pelo vento e pela chuva deu origem a uma paisagem escarpada ao longo de quilómetros, aonde um vasto leque de formações de rocha vermelha e prateada vão-se precipitando até ao mar. Em dezenas de metros apenas, passa-se de um planalto de 100 metros de altitude para as cotas da praia. É um ponto turístico de paragem obrigatória para quem se dirige de Luanda à Barra do Kwanza...




Os Himba são uma tribo nómada pertencente ao grupo étnico dos Hereros, oriundos da Etiópia. Vivem no Sul de Angola desde século XVI às margens do Rio Cunene, que marca a fronteira entre a Namíbia e Angola, mas circulam livremente entre os dois países. Para eles, não existem fronteiras. Vagam pelo deserto com os leões e os elefantes, chegando a caminhar até 80 quilómetros por dia em busca de água para o gado. O esforço vale a pena, o gado bovino é o principal símbolo de status de uma família Himba, e seu roubo é punido com a morte. O histórico de resistência foi quase sempre marcado pelo sangue – os Himba não se submeteram à escravidão portuguesa e nem à tentativa de dominação alemã na Namíbia. ”Bem mais do que o choque cultural” é a generosidade deste povo. Seu comportamento é o que mais impressiona, “totalmente fora da sociedade egoísta e selvagem em que vivemos hoje”. Quando uma criança recebe um chocolate, ela corre em direção às outras para reparti-lo. Quando alguém consegue um prato de comida, automaticamente essa pessoa chama os outros para que comam juntos. As mulheres são amáveis, diligentes e belíssimas, os homens são secos, musculosos e aguerridos. Suas tradições centenárias mantêm-se quase intactas, uma delas é o hábito das mulheres cobrirem o corpo com um óleo avermelhado (mistura de banha de boi com o uma pedra local), que protege a pele do vento e do sol. As mulheres Himba dispendem todos os dias várias horas para cuidar da sua beleza, distinguindo-se pelos penteados com os característicos e inconfundíveis ornamentos. As Himba também comandam uma sociedade poligâmica, em que cada mulher pode ter relações sexuais com vários homens.


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